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Diário de Bollywood

Anualmente são produzidos mil filmes e vendidos mais de três bilhões de ingressos, para salas em que chegam a caber até três mil pessoas. Não, os números não são do cinema americano. A maior produtora de filmes do planeta é a Índia.

Conhecida mundialmente como Bollywood, a indústria cinematográfica indiana tem produzido quase o triplo de filmes em comparação com Hollywood. A demanda é tão grande que os produtores aproveitam o mesmo set de filmagem para gravar dois filmes ao mesmo tempo.

A obra "Diário de Bollywood" traz uma análise aprofundada das principais características do exótico cinema indiano, destacando pontos fortes e fracos, além de fatos curiosos. O autor apresenta uma ampla reflexão sobre o modo de produção, o estilo de atuação e a influência da TV e da pirataria nos novos rumos do cinema. Também traça um paralelo inédito entre o cinema indiano e as produções de Hollywood e da América Latina.

Fruto de uma reportagem especial com visitas a estúdios, sets de filmagem, escolas e casas de diretores em Mumbai, na Índia, o livro mostra entrevistas exclusivas e fotografias que explicam como funciona o esquema de produção no país. Os ingredientes dos filmes são basicamente os mesmos: tramas românticas, roupas coloridas, cenários opulentos e muita, muita música e dança. Atores e atrizes possuem status de "deuses". O fanatismo é tão exacerbado que os indianos constroem templos para venerar seus ídolos.

A paixão do indiano pela sétima arte vem de muitos anos. "O cinema era a única forma de entretenimento, já que a TV tinha apenas um canal até 1990 e o país ainda não faz parte do circuito de shows e peças que circulam pelo mundo", explica Ballerini. Segundo ele, além de famosos pelas sequencias belíssimas de dança e música, os filmes são visualmente bonitos pelo trabalho de pós-produção (fotografia, edição de som etc.). "A temática, contudo, não agrada muito o mundo ocidental, por ser muito repetitiva, sempre com conotação emotiva, envolvendo mocinhos e mocinhas", diz.

Os indianos não se preocupam com a avaliação estrangeira de seus filmes. Eles têm orgulho de fazerem parte de um grupo seleto de países que pode exibir uma indústria de cinema autossutentável. 

A grande premiação do filme Quem quer ser um milionário? – dirigido pelo britânico Danny Boyle, rodado na Índia e coproduzido por uma equipe indiana – no Oscar 2009 mostra que o mundo ocidental está aberto e interessado em novos olhares, de culturas distantes e ainda exóticas.

O autor

Franthiesco Ballerini, jornalista, trabalhou como crítico de cinema do Jornal da Tarde por sete anos e foi colaborador de O Estado de S. Paulo com reportagens especiais e entrevistas de grandes estreias de Hollywood em Los Angeles. Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista, é pós-graduado em história do cinema mundial e colaborou para revistas como Bravo!, Contigo!, Quem e Sci-fi News, tendo sido colunista cultural da Rádio Eldorado. Atualmente, é crítico de cinema do jornal Valeparaibano e professor da Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Tem participado de palestras e debates em diversas capitais do país por conta da repercussão da re-portagem especial na Índia.

Serviço:

Diário de Bollywood – Curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo
Franthiesco Ballerini
Summus Editorial
R$ 34,60
128 páginas
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site:
www.summus.com.br

da Redação OToupeira - redacao@otoupeira.com.br

Publicado em: 28/4/2009

 

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